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domingo, 2 de outubro de 2011

Prece ao Senhor da Vida


Naquele entardecer de verão, lá fora, o sol escaldante, lançando seus últimos raios sobre o silêncio do jardim, estando eu a fazer uma pausa do trabalho, descansando na poltrona da sala, de repente, ouço um barulho diferente, proveniente da cozinha. Neste momento, minha esposa apareceu na porta do corredor, muito assustada, a dizer: "o Tárick nã está bem". Imediatamente, corri com ela até a cozinha, e lá, tentando apoiar-se na pia, meu filho Tárick, o caçula de três, então com quatro anos de idade, lutava para não cair no chão, numa espécie de convulsão. Segurei-o em meus braços, perguntando-lhe o que estava acontecendo, ao que minha filha Kizzy respondeu: "Ele engasgou-se com bala". Meu filho olhava-me com olhinhos súplices, como a pedir socorro, sem poder balbuciar nada. Naquele momento aterrador, firmei meu pensamento no Deus de milagres e no Salmo de número 23 - 4: "...ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo". Considerei que meu filho estava passando pelo vale, e consequentemente, eu passava com ele, devido à dor de imaginar que poderia estar prestes a perdê-lo. No mais recôndito pensamento, fiz uma prece, e nela pedi ao Senhor da vida que deixasse meu filhinho continuar a viver. Uma força sobrenatural fêz-me massagear, ora suave, ora vigorosamente suas costas, e em seguida, Tárick expeliu ruidosamente algo pela boca, parecido com uma bolinha-de-gude, de cor vermelha, que veio a chocar-se com o botijão de gás, fazendo um "plim", antes de parar no chão. Tárick recuperava o fôlego, respirando sofregamente, semelhante a uma vítima pós-afogamento. Mantendo-o em meus braços, olhei-o com carinho, e após acalmar-se, abraçou-me, agradecido. Minha esposa e minha filha se juntaram a nós dois, afagando-nos, em gratidão ao Deus Supremo por mais este livramento!

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