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sábado, 29 de outubro de 2011

Coisas da Infância


Lembro-me como se este episódio de minha vida tivesse acontecido ontem. Sou muito ligado à natureza, pois nasci e me criei no interior de Minas Gerais e ainda sou muito ligado às raízes. E este fato aconteceu quando eu tinha uns 07 anos de idade. Estava retornando da escola primária, a caminho de casa. Obrigatoriamente tinha que passar a pé pela linha ferroviária. À minha direita e esquerda, margeando a estrada de ferro, a típica vegetação local: inúmeras trilhas formadas pelo gado, capões de matas, arbustos e a vegetação rasteira. Ao longe, devido à tarde que caía, numa floresta de eucaliptos, ouvia-se o barulhão das mais diversas aves ao se recolher. A vermelhidão do sol morno ao se pôr, anunciava a noitinha que se aproximava. E naquele momento, destacou-se um ruído vindo de um riacho. De maneira que ia-me aproximando, o barulho crescia. Margeando o rio de águas límpidas, caminhei em direção daquele som, parecido de um animalzinho em perigo. O medo aumentava, mas a curiosidade também, o que me fazia prosseguir naquela aventura. Pronto! Em uma curva do rio, avistei uma cobra d'água, hipnotizando um sapo. Com uma distância de uns trinta centímetros da vítima, a cobra a olhava fixamente, causando-lhe um imenso pavor, fazendo o pobre emitir aquele barulho: croróóóóó... croróóóó.... Pensei que se não fizesse alguma coisa, em alguns segundos a terrível serpente poderia devorá-lo. Impulsivamente, atirei uma pedrinha. A mesma, ao cair na água, fazendo os primeiros círculos, fez com que os dois anfíbios se assustassem, fazendo-os fugir cada um para um lado. "Ufa! - pensei - Já salvei uma vida por hoje!"

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